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O Beribéri é caraterizado pela carência de tiamina ou vitamina B 1, traduzindo-se na falta de pirofosfato de tiamina, a forma ativa da tiamina.
O pirofosfato de tiamina, a forma biologicamente ativa da tiamina, participa como coenzima no metabolismo dos hidratos de carbono, bem como na formação de glicose.
A tiamina é uma vitamina hidrossolúvel, que é absorvida no jejuno mediante dois processos. Quando a concentração de tiamina no intestino delgado é baixa, esta é absorvida mediante um processo de transporte ativo e quando a sua concentração é elevada, é absorvida mediante um processo passivo. O intestino delgado é capaz de absorver até 5 mg de tiamina, contudo, o organismo só consegue armazenar até 30 mg, não sendo capaz de a produzir.
O beribéri pode ser classificado em dois tipos diferentes: o beribéri seco, em que ocorre comprometimento do sistema nervoso e muscular, e o beribéri húmido, com uma afetação predominante do sistema cardiovascular.
Existem alguns fatores de risco que potenciam o desenvolvimento de beribéri, nomeadamente:
- Doença gastrointestinal;
- Consumo excessivo de álcool;
- Vómitos prolongados;
- Hipermetabolismo, nomeadamente gravidez, estado febril, pós-operatório, nutrição parental total e diálise renal.
- Diuréticos da ansa.
O beribéri pode ser ocasionado por vários fatores, designadamente:
- Ingestão de uma quantidade inadequada de tiamina, através da alimentação;
- Aumento das necessidades fisiológicas de tiamina, como em quadros de hipertiroidismo ou gravidez;
- Diminuição da absorção de tiamina, como em quadros de diarreia prolongada;
- Utilização inadequada da tiamina, como em quadros de doença hepática grave.
A sintomatologia associada ao beribéri, inicialmente pode compreender:
- Fadiga;
- Apneia:
- Depressão;
- Irritabilidade;
Apatia;
- Sonolência;
- Dificuldade de concentração;
- Anorexia;
- Náuseas e vómitos;
- Dor abdominal.
Numa fase mais tardia, o quadro clínico pode envolver:
- Parestesia;
- Neuropatia periférica;
- Diminuição dos reflexos;
- Cãimbras musculares, predominantemente nos membros inferiores;
- Insuficiência cardíaca congestiva, em concomitância com dispneia, ortopneia e edema.
O diagnóstico de beribéri é determinado mediante uma avaliação da sintomatologia apresentada pelo indivíduo e a realização de um exame físico e de alguns exames médicos, designadamente:
- Teste de carga de tiamina;
- Resposta à administração de tiamina por via intravenosa;
- Determinação dos níveis sanguíneos de tiamina, piruvato, lactato, alfa-cetoglutarato e glicosilato;
- Exame do Líquido Cefalorraquidiano (LCR);
- Ressonância Magnética Nuclear (RMN);
- Tomografia Axial Computadorizada (TAC);
- Eletroencefalograma (EEG);
- Ecocardiograma.
O Tratamento do beribéri depende da severidade do quadro clínico, contudo, geralmente compreende a administração de tiamina e de magnésio, bem como o tratamento das patologias ou condições concomitantes. Por vezes, é aconselhado o recurso à administração de complexos vitamínicos.
O prognóstico associado ao beribéri depende da fase em que a patologia se encontra quando é diagnosticada e da precocidade do tratamento. Geralmente, o tratamento permite uma regressão rápida da sintomatologia, ainda que possam subsistir sequelas neurológicas.
A taxa de mortalidade está compreendida entre os 10 e os 15% em quadros clínicos mais graves, ocorrendo frequentemente devido a infeções e insuficiência hepática, contudo, ocasionalmente podem resultar de defeitos irreversíveis de uma deficiência grave e prolongada de tiamina.

Estes termos são usados com frequência quando nos referimos a doenças relacionadas com a ingestão de alimentos, no entanto, são facilmente confundidos.
Uma pessoa com um metabolismo lento, gasta menos energia que aquela que consome e como tal tem uma maior probabilidade de aumentar o seu peso corporal.
A Groselha Indiana ou Amla tem-se tornado cada vez mais popular em todo o mundo devido, não só ao agradável sabor dos seus frutos, mas, essencialmente, devido às propriedades medicinais que lhe são atribuídas.